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04/04/2012

Caril de Espinafres e Cogumelos com Roti (aka Chapati)

A preparação deste jantar foi uma aventura. Desta vez, para além do caril de espinafres e cogumelos, propusemo-nos fazer o maravilhoso pão indiano roti para acompanhar e, assim, pudermos comer com as mãos.
A confecção do caril tratou-se mais de um jammin’ com as especiarias que tínhamos; já o roti foi feito a partir da receita do Show me the Curry.
Ao contrário do que possam pensar, fazer roti não é difícil - basta ter os utensílios certos, sobretudo a Tawa (chapa antiaderente para assar os rotis). Consegui uma na Popat Store, uma mercearia indiana no Centro Comercial da Mouraria, pelo jeitoso preço de 6.95€. Porém, também se consegue online, pela Ayur, aqui.


Caril de Espinafres e Cogumelos

Ingredientes:

1 embalagem de Cogumelos frescos (usámos Portobello);
2 embalagens de Espinafres congelados em folha (usámos da marca Pingo Doce);
1 cebola;
3 tomates;
1 chili verde;
1 dente de alho;
1 pedaço de gengibre fresco (equivalente em tamanho a um dente de alho);
1 colher de sopa rasa de sementes de cominhos;
1 pitada de cominhos em pó;
1 colher de sopa rasa de caril;
1 colher de sobremesa de açafrão;
1 pitada de Garam Masala;
Sal;
Óleo;
Água.

Como fazer:

Primeiro começamos por fazer a base do caril (esta base é muito versátil e pode-se usar em caris de outras coisas).
Num tachinho com um pouco de óleo, juntar metade da cebola grosseiramente picada e deixar alourar. Juntar as sementes de cominhos e a pitada de cominhos em pó, mexer bem; juntar o dente de alho picado, o gengibre picado, o chili verde inteiro – envolver todos os ingredientes. De seguida, quando os aromas se começarem a libertar, juntar os tomates picados. Juntar um pouquinho de água para não queimar, temperar de sal e deixar apurar durante uns minutos em lume brando.
Passados uns 8/10 minutos, retirar este preparado do lume e, com ajuda de uma varinha mágica, reduzi-lo a puré.
Entretanto, lavam-se e partem-se os cogumelos e cozem-se os espinafres à parte. Assim que cozidos, escorrem-se bem.
Numa sertã ou wok, colocar mais um fio de óleo e a outra metade da cebola, bem picadinha – deixar alourar. Juntar uma pitada de sementes de cominhos, o caril, o açafrão, mexer bem e rapidamente para não deixar queimar (uns 5 segundos), deitar o preparado feito anteriormente e juntar um pouco de água.
A este preparado juntar os cogumelos partidos, envolver e deixar cozinhar em lume brando. Passados uns minutos, acrescentar os espinafres cozidos, mexer bem, juntar um pouco de água, rectificar os temperos, o sal, o caril, uma pitada de Garam Masala. Manter em lume médio durante uns 15 minutos.
Feito - partir para o roti!
(Nota:este carilzinho casa lindamente com arroz basmati).


Roti

Ingredientes:

250gr de farinha de trigo + 1 pouco para ajudar na preparação;
170ml de água morna;
1 pitada de sal;
3 colheres de sopa de óleo.

Como fazer:

Numa tigela grande misturar os 250gr de farinha de trigo e o sal. Juntam-se as colheres de sopa de óleo e mistura-se tudo com as mãos até se desfazerem os grumos maiores (deverá obter uma consistência granulada). De seguida, juntar aos poucos a água morna, trabalhando a massa até se obter uma bola (se ficar muito pegajosa, juntar um pouco mais de farinha; se pelo contrário, achar que precisa de um pouco mais de água, faça o favor).
Depois de amassar, assim que a bola estiver lisa e consistente, passá-la por umas gotinhas de óleo e cobri-la com uma malga grande. Deixa-se descansar a massa durante 15 minutos, no mínimo.
Passado este momento de repouso, retirar a massa da tijela. Divide-se a massa em bolas mais pequenas (do tamanho de bolas de golfe) e com um rolo de cozinha, numa superfície enfarinhada, esticar as bolinhas até se conseguirem discos de ± 20cm de diâmetro (neste processo é importante passar-se a massa por farinha para que não pegue à bancada).
Aquecer bem a tawa e dispor o disco na superfície quente; 1 minuto depois consegue-se ver a massa a formar bolhinhas castanhas – virar e deixar cozinhar do outro lado. Assim que apresentar uma cor douradinha em ambos os lados, estão prontos!
(Nota opcional: no fim pincelam-se os rotis com Ghee ou manteiga)

27/03/2012

Lentilhas e Esparguete – um estranho (e delicioso) casamento

Desde já vos digo que esta receita não é minha! A receita que se segue cá em casa há já alguns anos é da fantástica Martha Rose Shullman, do NY Times.
Apesar de parecer algo farta-brutos - lentilhas com esparguete - confesso que esta combinação é uma delícia e um sucesso imediato! É efectivamente um prato com ‘sustança’, mas os sabores que aqui se encontram, as sementes de cominhos e coentros, o pimento, os coentros frescos, tornam este prato numa agradável surpresa, muito mais interessante do que o que à partida se imagina.
O título original desta receita é qualquer coisa como ‘lentilhas do Médio Oriente com massa’ e o resultado tem mesmo sabor arábico!

Normalmente, aconselha-se um soninho no sofá depois desta refeição.


Ingredientes:

200gr de lentilhas verdes;
150gr de esparguete;
1 pimento vermelho, médio/grande, partido aos cubinhos;
2 cebolas;
2 dentes de alho;
1 folha de louro;
½ colher de sopa de sementes de cominhos;
½ colher de sopa de sementes de coentros;
½ raminho de coentros picados;
Sal;
Pimenta;
Azeite.

Como fazer:

Antes de mais, lavar e escorrer as lentilhas.
Colocam-se as lentilhas numa panela com bastante água e junta-se uma cebola descascada e cortada ao meio, um dente de alho descascado e cortado ao meio, a folha de louro, sal a gosto. Cozer as lentilhas em lume médio até estas se apresentarem macias (sensivelmente 25/30 minutos). Assim que estiverem cozidas (mas não demasiado porque, dessa forma, desfazer-se-ão), escorrê-las e reservar. Guardar também 1 copo da água da cozedura.
Entretanto, noutro tacho, cozer o esparguete em bastante água, tal como a embalagem indica.
Numa frigideira, aquecer um pouco de azeite e juntar a outra cebola picada; deixar alourar. Dois, três minutos passados, juntar o pimento partido aos cubinhos e deixar fritar até amolecer o pimento. De seguida, junta-se o alhinho picado, as sementes de cominhos e as de coentros, e deixa-se fritar para que se libertem os maravilhosos aromas, mexendo sempre (cuidado para não queimar o alho). Junta-se um pouco da água da cozedura das lentilhas (talvez uns 100ml), rectifica-se de sal e pimenta e mantém-se ao lume até reduzir um pouco.
Para concluir, escorre-se o esparguete e combinam-se os três elementos: as lentilhas, o esparguete e o pimento salteado em sementes.
Coentros picadinhos por cima e já está – bom apetite!

22/03/2012

Sopa de Feijão e Cominhos

Não há nada melhor que sopa! Por várias razões – por ser saudável, económica, versátil (normalmente fazemo-la em creme e depois, para a tornar mais robusta e completa, juntamos arroz, quinoa ou cubinhos de tofu), para além de muito simples e prática (com sopa no frigorífico, a qualquer momento tem uma refeição pronta!).
Porém, as sopas cá de casa não são exactamente as mais tradicionais. Normalmente, utilizamos como ‘base’ nabos, cenoura, curgete e cebola e, a partir daí, o que houver no frigorífico ou na dispensa – cá em casa nada se perde, tudo se transforma. Umas vezes corre melhor que outras e, desta vez, correu muito bem! O casamento de feijão com cominhos é um dos mais felizes e o creme ficou aveludado, uma delícia!

Ingredientes:

1 lata de 400gr de feijão encarnado;
2 nabos grandes;
1 pedaço de abóbora, ±500gr;
2 curgetes pequenas;
1 cebola,
2 dentes de alho;
1 colher de sopa de cominhos e outra de sementes de cominhos.
Sal;
Água;
Azeite.

Como fazer:

Não há cá grande ciência nas nossas sopas. Lavam-se, descascam-se e cortam-se todos os elementos - os nabos, a abóbora, as curgetes (eu deixo a casca), a cebola e o alho – e colocam-se numa panela alta. Passa-se o feijão encarnado por água e junta-se aos restantes ingredientes. Cobre-se com água e tempera-se com sal e, neste caso, a colher de sopa de cominhos. Deixar ferver até todos os ingredientes se apresentarem cozidos; nesse momento, retirar do lume e, com uma varinha mágica, reduzir a creme. Voltar ao lume brando e juntar 3 colheres de sopa de azeite e uma colher de sementes de cominhos. Rectificar de sal e deixar ferver durante mais 10 minutos.
As easy as that!

18/03/2012

Turkish Delight - Hummus, Baba Ganoush e Cacık!

Agora vamos aos molhos que acompanharam as deliciosas Falafel!

Hummus é uma pasta muito popular nos países do Mediterrâneo e Média Oriente.
Esta delíciosa pasta é feita de grão de bico e tahine – tahine não mais é que concentrado de sementes de sésamo (muito fácil de se encontrar, por exemplo, no Celeiro por 2,65€).
O Baba Ganoush é outra pasta tradicional mediterrânica/árabe, mas feita de beringela assada e tahine; o Cacık, lê-se [tsatsik], é o contra ponto - um molho de iogurte, pepino e hortelã – o elemento fresco deste festim árabe.

Hummus


Ingredientes:

1 lata de grão cozido;
4 colheres de sopa de Tahine;
2 dentes de alho picado;
Sumo de ½ limão:
2 a 3 colheres de coentros picados;
Um fio de azeite;
Um pouco de sal;
1 ou 2 colheres de sopa de água.
Para decorar: um fio de azeite e uma colher de chá de paprika.

Como fazer:

Humm... nada é mais simples; juntar todos os ingredientes num robot de cozinha até se obter um puré cremoso. Provar e rectificar, um pouco mais de azeite ou sumo de limão, um pouquinho de água se a pasta estiver muito grossa – o que se quer é um patê cremoso com sabor a grão e sésamo, um travo a limão e coentros. Para decorar, um fio de azeite e uma colher de chá de paprika.


Baba Ganoush



Ingredientes:

2 Beringelas grandes;
3 ou 4 colheres de sopa de Tahine;
2 dentes de alho picado;
Sumo de ½ limão;
2 colheres de coentros picados;
1 colher de chá de chili em pó (em alternativa, paprika);
Um fio de azeite;
Um pouco de sal.

Como fazer:

Primeiro é preciso assar as beringelas. Para o efeito, lavam-se, picam-se ligeiramente com um garfo, envolvem-se em papel alumínio e forno durante 30 minutos. Assim que se apresentarem molinhas, retiram-se do forno e aguarda-se que esfriem.
Quando frias, corta-se e retira-se a polpa com ajuda de uma colher. No robot de cozinha, junta-se a polpa das beringelas aos restantes ingredientes, o tahine, o alho picado, os coentros, o sumo de limão e o fio de azeite, a colher de chili ou paprika. Reduzir a puré cremoso – mais fácil que o hummus, uma vez que, dada a consistência natural das beringelas assadas, este fica logo cremoso. Rectificar os temperos e já está!


Cacık



Ingredientes:


2 iogurtes naturais (eu usei simplesmente os Magros do Pıngo Doce, mas se arranjar dos gregos naturais, ainda melhor!):
½ pepino;
½ ramo de hortelã, finamente picado;
2 ou 3 gotas de sumo de limão.

Como fazer:

Bater os dois iogurtes até ficarem cremosos, picar o pepino em quadradinhos de 1cm e picar a hortelã. Envolver tudo e temperar com 2 ou 3 gotas de sumo de limão - aqui, a gosto.
Voilá!

Turkish Delight - Falafel

Desta vez, a inspiração foi do Médio Oriente e o resultado um manjar das 1001 noites!
Não é a primeira vez que se fazem Falafel cá em casa, na realidade, é um dos nossos petiscos favoritos. Normalmente, acompanhamos as Falafel (bolinhas de grão fritas) com Hummus (pasta de de grão e tahine), Baba Ganoush (pasta de beringela assada) e Cacık [tsatsik], molho de iogurte com pepino e hortelã.
Apenas o pão pita foi comprado no supermercado – mas fica aqui o compromisso, não é difícil e, para próxima, fá-lo-emos casa.



Falafel
Ingredientes:


300gr grão de bico seco, previamente demolhado de um dia para o outro;
1 cebola picada;
3 dentes de alho picado;
4 colheres de sopa de coentros picados;
1 colher de sopa de cominhos;
1 colher de chá de pimenta preta;
½ colher de chá de fermento;
Umas gotinhas de limão;
Sal;
Farinha para moldar as bolinhas;
Óleo para fritar.


Com fazer:

Num robot de cozinha reduzir o grão (cru, mas demolhado de um dia para o outro) a pasta. De seguida, juntar os restantes ingredientes, a cebola e os dentes de alho picados, os coentros picadinhos, os cominhos, a pimenta e o sal, a ½ colher de fermento e umas gotinhas de sumo de limão – voltar a ligar o robot até todos os ingredientes estarem ligados . Nota: é importante provarmos sempre a pasta para rectificarmos os temperos. Sempre que necessário, acrescentar mais cominhos, pimenta ou sal, assim como um pouquinho de água se a pasta se verificar muito seca. Deixar a pasta descansar uma meia hora.
Depois disto, fazer as bolinhas! Num prato raso deitar alguma farinha; moldar as bolinhas com cuidado(atenção porque, à partida, a pasta será mole, mas não se assustem, é mesmo assim!), passá-las por farinha e reservar. Se as mãos ficarem muito pegajosas, é só passá-las por água.
Aquecer o óleo e, assim que este estiver bem quente, fritar as bolinhas até estas se apresentarem douradas.

13/03/2012

Malai Kofta


Motivados pelo feito que foi o fabuloso Dal Tarka caseiro, cheios de coragem resolvemos subir a fasquia e partir para as maravilhosas Malai Kofta!
Malai Kofta são bolinhas fritas de batata, panner e legumes, envoltas num molho cremoso de tomate, especiarias e natas.

Não foi pêra doce, sobretudo porque é um processo moroso, a receita é extensa e com várias etapas (o panner, as koftas e o malai). Contudo, ajuda o facto de gostar do que se faz, a companhia é muito boa, um copinho de tinto pelo meio, a rádio na Antena 3… o resultado é um prazer dos diabos, vale bem as duas horas na cozinha e a montanha de loiça por lavar!
Bom, primeira etapa, fazer o panner (queijo indiano, elemento essencial na culinária indiana vegetariana). Pode parecer assustador – fazer queijo em casa – mas, na realidade, é a coisa mais fácil do mundo! É mesmo! Para o efeito, basta 1 litro de leite gordo, duas colheres de sopa de sumo de limão, um escoador e uma mini-meia de rede! Oh yeah!
Ora bem, num tachinho coloca-se o leite ao lume até levantar fervura; quando estiver a borbulhar, junta-se suavemente o sumo de limão, mexendo sempre. Mantém-se o lume brando, a borbulhar, mexendo calmamente durante uns dois minutos. Quase imediatamente o leite talha, separando o soro da nata – esta nata é o panner! Entretanto, corta-se a banda elástica da meia de vidro e envolve-se a meia num escoador (cuidado para a meia não se soltar). Tira-se o leito do lume e verte-se para a meia… deixar a bolinha de queijo escoar o soro, retirar a meia e escorrer o restante líquido. Uma dica jeitosa – manter a meia presa à torneira do lava-loiça durante 30 minutos. Este processo é muito fácil e este vídeo da Titli Nihaan explica-o muito bem!

Confesso que a partir do momento em que consegui fazer queijo em casa a minha vida mudou! Esta é uma descoberta monumental, sobretudo se se considerar que este é o ponto de partida para outros tipos de queijo…. O céu é o limite!

Ora bem, de volta ao Malai Kofta! Para que tudo corresse da melhor forma vimos este vídeo do Chef Sanjay Thumma – ei-lo!

Ingredientes:

Para as Koftas
250gr de batata cozida e ralada;
250gr de paneer desfiado;
250gr de macedónia de legumes (optei por uma da marca Pingo Doce, com ervilhas, milho e cenoura e feijão verde) – dica: depois de cozidos, espremer os legumes num pano de cozinha para retirar toda a água;
2 chilis verdes ;
1 colher de sopa rasa de coentros em pó;
1 colher de sopa rasa de cominhos em pó;
1 colher de sopa rasa de chili em pó;
Coentros picados;
Sal;
Farinha;
Óleo q.b.

Para o Malai
1 cebola média;
3 tomates maduros (eu optei por uma lata de tomate aos pedaços do Pingo Doce);
Gengibre picado (1 pequena noz de ±1,5cm de largura);
1 colher de sopa rasa de açafrão;
1 colher de sopa rasa de coentros em pó;
1 colher de sopa rasa de cominhos em pó;
1 colher de sopa rasa de sementes de cominhos ;
1 colher de sopa rasa de chili em pó;
1 pacote de natas;
Coentros picados.
Óleo q.b;
Água q.b;
Farinha q.b.
Sal.

Como fazer:

Começar pelas koftas – numa tigela juntar a batata, o panner e os legumes, mexendo com as mãos para incorporar todos os ingredientes. De seguida, juntam-se os chilis picados e as especiarias, os coentros em pó, os cominhos em pó e o chili em pó; adicionam-se os coentros picadinhos e rectifica-se de sal. Com as mãos envolver todos os elementos até se obter uma pasta homogénea, com uma consistência que permita moldar bolinhas. Dica: se achar que a mistura está demasiado húmida para moldar, junte pão ralado!
Fazer bolinhas e passá-las por farinha. Entretanto, aquece-se óleo numa fritadeira e, assim que quente, fritam-se as bolinhas até ficarem castanhas, bem fritinhas, mas não esturricadas!

Descansar as koftas em papel de cozinha enquanto se prepara o molho.


Para o malai, aquece-se o óleo e junta-se a cebola partida, adiciona-se sal, e deixa-se fritar até ficar translúcida. De seguida, juntar o gengibre picado, o açafrão e mexe-se para libertar os deliciosos aromas. Um minuto depois, junta-se o tomate aos pedaços e as especiarias, os coentros em pó, os cominhos em pó e o chili em pó. Mexe-se bem e junta-se água (mais ou menos 200ml, sem tornar o preparado demasiado liquido). Deixar cozinhar durante aproximadamente 5 minutos. Assim que este preparado estiver cozido, retira-se do lume reduz-se a puré num liquidificador ou, em alternativa, com uma varinha-mágica.
Já na recta final, aquecer uma colher de sopa de óleo numa sertã (eu usei um wok) e, assim que este estiver quente, acrescentar as sementes de cominhos e a pasta de tomate que fizemos anteriormente, juntar um pouco de água e deixar ferver. Pouco tempo depois, juntar natas, deixar ferver mais um pouco, introduzir as koftas, coentros picados e vamos para a mesa!
Bom apetite!

12/03/2012

Dal Tarka


Pois bem, depois de mais de dois anos ausente deste espaço, eis-me de volta! Apesar de tudo, nunca me afastei muito dos tachos, seguramente nunca perdi o apetite, cozinhei bastante e agora reencontro a vontade de partilhar!

Desta forma, recomeço com um dos meus pratos favoritos, aquele que seria resposta quase imediata à pergunta cliché – se pudesse escolher, qual seria a minha última refeição? Dal freaking Tarka (mistura cremosas de lentilhas com sementes e especiarias fritas).
Quando jantamos fora, quase sempre vamos a restaurantes indianos/nepaleses (obviamente, curry freaks!). Com o passar dos anos temos assistido à ascensão e queda de muitos restaurantes do género, porém, um muito simples, talvez o mais discreto, mantém o mesmo padrão de qualidade (muito por ser um restaurante indiano para indianos), o restaurante do Centro Comercial da Mouraria, no Martim Moniz (conhece-se simplesmente por Restaurante). Em cinco anos só devemos ter pedido uma ou duas vezes outro prato que não as maravilhosas lentilhas (servidas com arrozito basmati e roti quentinho, huumm…).
Assim, propusemo-nos recriar esse maravilhoso Dal Tarka. Apesar de aparentemente complicado, na realidade, não é. É processo em 2 fases, o dal - a pré-preparação cremosa das lentilhas - e o tarka (ou tadka) - a mistura de especiarias fritas que, no fim, se juntam ao dal. Pesquisámos e optámos por adaptar a receita da Hetel e da Anuja, do site Show me the Curry. Quanto aos ingredientes, mesmo que se viva longe do maravilhoso Martim Moniz, não há desculpa! Eis aqui uma loja online com distribuição para todo o país (também com loja física na Av. Visconde Valmor), a Ayur – todos os ingredientes necessários à confecção de pratos indianos encontram-se aqui!

Ingredientes:

Para o Dal
400gr de Chana Dal previamente demolhadas e cozidas na panela de pressão;
1 colher de sopa rasa de açafrão;
1 pitada de assa-fétida;
1 cebola média picada;
1 colher de sopa rasa de cominhos em pó;
1 colher de sopa rasa de coentros em pó;
1 colher de sopa rasa de chili em pó;
1 colher de sopa rasa de Garam Masala;
Sal q.b.
Água
Óleo q.b.

Para o Tarka
1 colher de sopa de sementes de mostarda;
1 colher de sopa de sementes de cominhos;
3 /4 folhas de caril;
2 chilis verdes picados;
2 dentes de alho picados finamente;
Gengibre fresco, na mesma quantidade do alho, partido finamente;
Sumo de 1 lima (ou limão);
Coentros frescos picados.

Como fazer:
A receita do site Show me the Curry apresenta uma mistura de dals - Toor Daal, Mung Daal e Channa Daal. Contudo, optámos por utilizar apenas a lentilha tipo Chana, por acharmos que é a mais utilizada no Restaurante do Martim Moniz.
Aquece-se o óleo numa sertã larga (no meu caso, optei pelo wok) e junta-se o açafrão e a assa-fétida, mexendo para libertar os aromas. Junta-se a cebola até ficar translúcida, mexendo sempre. Adiciona-se o sal, os cominhos em pó, os coentros em pó, o chili em pó e o garam masala, mexendo sempre; deixar cozinhar mais uns segundos (atenção para não deixar queimar).
A seguir, juntar as Chana Dal, previamente cozidas (na minha panela de pressão 18 minutos depois de 30 minutos a demolhar) e cobrir com água (atenção para não afundar as lentilhas, apenas cobri-las com água – objectivo, obter uma mistura cremosa). Deixar cozinhar o dal em lume brando durante 8/10 minutos; rectificar de sal e ir mexendo de vez em quando para não pegar.

Na recta final do dal, começar a preparar o tarka. Aquecer uma colher e meia de sopa de óleo (a receita original pede manteiga clarificada ou ghee, mas nós utilizámos óleo); assim que este estiver quente juntar as sementes de mostarda, as sementes de cominhos (ir mexendo porque estas vão saltar), as folhas de caril, os chilis verdes picados, o alho e o gengibre – mexer bem e deixar cozinhar uns 2 minutos, ou até o alho ficar dourado (mas não tostado!).
Retirar o dal do lume, verter o tarka sobre o dal, juntar o sumo de lima e os coentros picados…
… abrir a garrafa de vinho e seguir para a mesa, com o dal tarka e arroz basmati para acompanhar.
Bom apetite!

15/02/2009

Caril!

Tal como o nome deste blog, sou totalmente cury freak! Frequentemente experimentamos com caril, com diferentes especiarias indianas e com diferentes legumes e leguminosas; a base é sempre a mesma - sementes de coentros, de cominhos, gengibre, e as variações dão-se apenas nos pós, nos diferentes tipos de caril, e também nos grãos e legumes utilizados. Lá vamos descobrindo novos sabores e outras formas de caril!


Caril de Feijão-Frade e Cogumelos
Ingredientes

1 Lata de Feijão-Frade
1 Embalagem de Cogumelos de Paris
1 Cebola
1 Lata de Tomate Pelado, aos cubos
Azeite
1 Colher de sopa de sementes de Coentro
1 Colher de sopa de sementes de Cominhos
1 colher de sobremesa de Gengibre
2/3 Colheres de Kitchen King (à venda em mercearias indianas, no Martim Moniz, ou no El Corte Inglés)
1 Colher de sopa de Açafrão
Coentros frescos picados
Sal & Pimenta

Como fazer:

Começar por um refogado, a cebola, o azeite, as sementes (juntar as de coentros e de cominhos, a colher de gengibre, e esmagar tudo num almofariz). Um pouco depois juntar as duas, talvez três, colheres de Kitchen King (já traz misturadas várias especiarias típicas indianas) e os cogumelos, até estes fritarem um pouco. Juntar a lata de tomate, a colher de açafrão, acertar de sal & pimenta e deixar estufar um pouco, em lume brando. Juntar dois copos de água e manter a apurar, em lume médio, por uns 20/30 minutos. Acompanhar com arroz basmati e coentros picados.




Caril de Quiabos e Beringelas

Ingredientes

Quiabos
(o suficiente para 2, talvez 300/400g)
2 Beringelas médias, ou 1 grande
1 Cebola
1 Lata de Tomate Pelado, aos cubos
Azeite
1 colher de sopa de sementes de Coentro
1 colher de sopa de sementes de Cominhos
1 colher de sobremesa de Gengibre
2 colheres de sopa de Garam Masala
1 colher de sobremesa de Caril
1/2 limão
Sal & Pimenta

Como fazer:

Fazer um refogado semelhante ao anterior, a cebola, o azeite, as sementes e os pós. Juntar o tomate, um pouco de água, e deixar estufar em lume brando. Lavar os quiabos, cortá-los às rodelas, e deitar-lhes umas gotas de sumo de limão, para não deixar libertar muito a goma que lhes é natural. Lavar e cortar as beringelas, às meias luas, e juntar tudo ao refogado. Acertar de mais água, sal & pimenta, e deixar cozinhar, em lume brando até servir. Vai bem, bem, com arroz Pulau, este comprado no restaurante indiano aqui da rua, o Swagat!